segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

e...

... o ano acabou. E nada jamais termina.

Até o próximo.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

mimzy e a chave de como ser intertextual sem ser brega

Há um tempo eu ameacei, mas nem completei, por preguiça de escrever o post - que precisava ser elaborado. Hoje, numa seca de assuntos - porque não quero falar do ano novo - resolvi ressucitar uma mezzo-crítica de "Mimzy: A Chave do Universo" (The Last Mimzy, 2007), aventura/ficção/fantasia que descende levemente do conto de ficção científica de 1943 chamado "Mimsy were the borogoves", escrito por 'Lewis Padgett', pseudônimo do casal Henry Kuttner e C. L. Moore.

Contada em flashback, a história de Mimzy é bem uma alegoria de como a humanidade acaba com seu meio ambiente - temática mais que amada pela ficção científica, inclusive; videm Nausicaä do Vale do Vento, Princesa Mononoke (que não é lá FC, mas tem bem a pegada natureza versus cultura), e tantas outras coisas que não me vêm à mente agora.

Num futuro distópico, um cientista tenta fazer com que a humanidade não seja extinta captando o DNA de pessoas do século XIX e XX, quando nossa raça ainda era 'pura'. Aliás, o XIX ali vai por minha conta, porque o filme só mostra um foco narrativo, que é o do casal de crianças do século XX, Emma e Chris, que se envolvem nessa empreitada. O cientista envia uma caixa contendo uma série de "brinquedos" que podem destravar habilidades latentes escondidas dentro de nossas mentes, mas isso só pode acontecer com crianças - que são mais passíveis de delírios imaginativos.

A história é bem adaptada pra ser infantil - como tudo de fantasia que acaba se encontrando com a tela grande - mas ainda provê uma boa leitura do background de FC que possui, sem contar que leva o espectador por outro lugar, lá pro século XIX, quando Emma (personagem interpretada por Rhiannon Leigh Wryn) folheia o livro de fotos velho e acha, junto da babá, uma outra cópia de seu coelho lá me meados de 1800 e pouco.

No conto, o casal Padgett joga um desses brinquedos - um coelho, se ainda não falei - nas mãos de Alice Lidell, e embora ela seja muito velha pra ser 'destravada' pelo coelho, sua percepção do problema é vital pra a solução do caso no século XX - o que é mostrado absolutamente de longe, no filme - por conta do foco narrativo. Alice Lidell, pra quem não sabe, é a menina que inspirou Lewis Carroll a escrever Alice in Wonderland e Thru the Looking Glass: daí de onde Carroll é puxado pra a intertextualidade do filme.

Mimsy é uma palavra que não existe, de fato: segundo o dictionary.com, é a junção de 'miserable' com 'flimsy', e tanto a palavra quanto o título do conto de 43 foram extraídos do poema 'Jabberwocky', escrito por Carroll em 1871 como parte de Thru the Looking Glass: o poema é considerado 'nonsense' e hoje é muito comum vê-lo sendo usado pra ensinar estudantes de inglês sobre o uso do portmanteaux.

Quem se arriscar, sugiro que vá em cima - eu queria fazer, mas nunca ninguém tem tempo, né? Dava um artigo lindo sobre intertextualidade e transposição midiática.

E aí, alguém?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

nerd-lifestyle

Ah, os pôres-do-sol de Kalimdor... (sigh).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

use seu wii pra criar sua própria realidade virtual

Taí, achei genial:

the golden compass


E vi, então, o primeiro volume da trilogia His Dark Materials no cinema.

A Bússola de Ouro, primeiro filme dos três, apresentou Dakota Blue Richards de uma forma sensacional no papel da mentirosa Lyra Belacqua, além de outros nomes de peso, como Daniel Craig, atual James Bond e Nicole Kidman (foto, como se ninguém soubesse), em papéis de peso. Eu citaria Ian McKellen ainda, que faz a voz do pansebjorne Iorek Byrnison - uma das principais atrações do filme - e a aparição cameo de Christopher Lee, em contados 27 segundos (mentira, não contei).

Fora os atores, que são a grande diferença do filme da New Line dos outros trilhões de filmes de fantasia que saem agora no verão brasileiro, e depois, no verão americano, só posso falar da quantidade de CGI no filme. Quase todas as paisagens são digitais: chroma ou 3D mesmo, ou chroma no 3D, claro, o que dá ao filme um aspecto que eu tô tentando adjetivar mas não consegui ainda.

Mas eu gostei, eu gostei.

Juro que gostei, inclusive: o filme é muito legal, mas fico com medo de que quem não leu a trilogia do Pullman se sinta meio perdido. Já ouvi alguns desses comentários, e alguns deles estão associados a críticas sobre o storyline do filme se passar de forma muito rápida e desconexa. De minha parte, só umas mínimas discrepâncias por conta de adaptação de roteiro é que me alfinetam. No mais, é uma experiência visual, e principalmente, um deleite pra quem gosta de fantasia de qualidade.

O que chama mais atenção em Pullman é justamente o fato de ele ser completamente contra os princípios da Igreja. A trilogia é herege, nesse sentido, algo que o filme disfarça com muita maquiagem, mas que aparece bastante. Embora não hajam citações diretas a Adão e Eva, por exemplo, como no livro, vários elementos apontam pra uma crítica severa da igreja e de como ela controlou/controla o mundo: a crítica é especialmente direcionada à igreja católica, facilmente reconhecida na figura do Magistério.

Só uma coisa: mesmo na versão legendada exibida no Brasil, ainda há problemas. Uma coisa importante pra vocês que vão lá ver, é que o nome 'formal' da 'bússola' é Alethiometer - traduzido pela Objetiva como 'Aletômetro' - vem de aletheo (pelo que lembro), que é o grego pra "verdade". O aletômetro, então, é, ao pé da letra, um medidor de verdades. A menção a esse nome foi absolutamente varrida da versão legendada. Mas tudo isso vocês vão ver. Nem vou dar nota, isso são só impressões.

do espírito natalino

Daí, bem, de como a sua realidade é construída por todos os que te cercam: esse ano eu não experimentei a melancolia absolutamente normal que sempre experimentava no natal - não é impressionante? Cheguei à conclusão que estar afastado de tudo e de todos que sempre construíram a minha experiência de vida (família, alguns amigos) simplesmente isolou minha mente dessa invenção do natal - como Leo e Jorge - as únicas pessoas que convivem realmente comigo, nos últimos dias - também não se afetaram pela data (pelo mesmo motivo sobre o qual discorro aqui), resolvo, por meio deste, que o natal é uma alucinação coletiva - como não me insiro, no momento, em nenhum coletivo (a não ser o dos paraibanos retirantes, mas a maioria está de volta à terra pra as festas), não alucino, estou extremamente purgado dessa coisa toda.

Yay.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

goldfarmings e stuff

Seguindo meu post no realidadesintetica.blogspot.com, vejam o que saiu no terranova essa semana:

Florida AG issues subpoena to IGE

As reported by Wired, WoW Insider and Massively. As far as I know, this is the first time a prosecutor's office in the United States has investigated gold farming. The subpoena can be found here.

férias



Dois dias sem postar são uma coisa rara, nesse blog. E são culpa de eu ter comprado recentemente a Key pra jogar World of Warcraft - o maior, mais completo e mais famoso Mundo Virtual da nossa internetosfera. Acho que consigo imaginar, meus amigos, porque eu vejo tantos artigos científicos sobre temporalidade (tempo ingame, tempo real) a respeito de MMORPGs. Vou continuar minha 'pesquisa' ali com minha Night Elf.

Ah, e quem se interessar, pode visitar http://www.shoppingwow.com.br, e comprar a Key lá - ela dá acesso a 30 dias de jogo em servers oficiais da Blizzard, o serviço do site é rápido e funciona pra brasileiros - já que WoW ainda não tem server no Brasil.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

o que tiver que dar errado...

Você espera um dia todo - numa conexão de 2mb - pra baixar 3.16 gb. Instala, reboota a máquina, vê o SUPER filme de introdução do top-Mundo Virtual World of Warcraft, loga na sua conta e... o sistema diz que precisa baixar mais 700mb de atualização.

É mole?

my mini city

Então, seguindo a dica do Pavoni, fui visitar a mais nova febre da Internet - que só tem 22 dias (e contando): http://myminicity.com. A idéia é bem simples: você cria uma "cidade", criando um 'alias' qualquer (como esses dos blogs do blogspot: nota-7.blogspot.com, por exemplo), daí, quanto mais sua cidade for visitada, mais habitantes ela vai ganhando - na real é uma forma de infografia pra counters de visitas, mas que é MUITO legal.

Criei duas cidades: ajudem ambas a crescer. A primeira é a própria Joao Pessoa - http://joaopessoa.myminicity.com - e a segunda é meu paraíso particular, Septopia (de 7, e utopia, entendem?) http://septopia.myminicity.com. Venham todos, venham todos.

EDIT: Ah, agora percebi que não é só uma questão de counters - o sistema vai produzindo eventos que você, enquanto "dono" da cidade, precisa dar um jeito de administrar (geralmente negociando visitantes). Recursos são coletados por meio de visitas, e a dinâmica dos comentários é muito semelhante à dos fotologs (tipo 'comenta no meu que eu comento no teu'). Quando a cidade ganha uma população decente, outros tipos de 'fillers' vao aparecendo: transporte, segurança, emprego, etc.

Isso é promissor. Mistura uma dinâmica interessante de formação de redes sociais com elementos de um jogo consagrado - Sim City, claro - e requer pouquíssimo investimento de tempo: só acessar uma URL, o que não demora sequer um minuto, em tempos de banda larga. Vamos ver até onde vai.

xô, orcs e elfos!

Bom, nem todo mundo que se interessa por Mundos Virtuais se interessa por Orcs e Elfos. É o caso de Aleks Krotoski (putz!), jornalista do diário inglês The Guardian, que em seu post mais recente sobre jogos, desafiou os leitores a sugerirem temas pra MMOs que não sejam nem fantasia medieval tolkienesca nem ficção científica espacial.

Engraçado, ela inclusive baseia o post no mesmo post que eu comentei no RealidadeSintética essa semana. Esse aqui, do Richard Bartle, no TerraNova.

Enfim, os comments no post sugerindo novos MMOs vão desde horror lovecraftiano aos Goonies - eu, particularmente, ficaria com algo em torno de fantasia moderna ou contemporânea mesmo: steampunk, sherlock holmes, qualquer coisa do tipo. Mordeu a língua, a moça, porque achou que era impossível pensar em algo - mal sabe ela que já rolou até MMO sobre carros, aí afora.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

sl

Bom, voltei pra o Second Life - Laz Aeon, pra vocês que quiserem me adicionar lá.

Vamos ver quanto tempo essa conta dura.

extinção

Meio atrasado, sim, mas com toda boa intenção do mundo. Acabo de ver o terceiro filme da série Resident Evil, que possui o subtítulo 'extinction' - Extinção - e vou tecer aqui alguns comentários.

O primeiro deles é que a série é um de meus guilty pleasures. Por algum motivo, eu adoro a estética da transposição pro cinema de um dos jogos que transformou o Playstation no videogame que ele é hoje. Daí, bom, vocês já tiram algo da afirmação - efeitos especiais não muito legais, um roteiro bem meia boca e muitas mortes - e muitos zumbis - são mais que esperáveis em qualquer filme da série.

Esse, contudo, evoca uma atmosfera Mad Max, quando mata praticamente todos os habitantes da Terra por causa do T-Virus. O que me lembra que eu quero ver 'I am Legend', mas o que também não vem ao caso. E a tal atmosfera mel-gibsoniana acaba não caindo bem pra o sempre-urbano asfalto-e-plástico Resident Evil, o que faz o filme se perder em meio a uma história "precisamos achar um paraíso pra morar", que é hiper-tirada da cartola e tem uma resolução péssima.

As cenas do fim do segundo filme são praticamente esquecidos, e os poderes psíquicos desenvolvidos por Alice são diminuídos e chutados de lado - o ponto "forte" são as cenas de ação mesmo, onde a musa Milla Jovovich mostra que não é mais uma simples modelozinha qualquer (Ela grava sem dublê).

Por fim, um gancho fraquíssimo pra um quarto (?) filme paira no ar, enquanto nossa heroína se prepara pra destruir de uma vez por todas (HAHA) a Umbrella Corporation. Sabem o que é pior? Eu gostei do filme - por algum motivo, eu sempre gosto dos Resident Evil. Mas não tanto quanto eu gosto do segundo, "Apocalypse".

Me resta só uma pergunta: porque convencionou-se acreditar que poderes psíquicos fazem seu nariz sangrar? Quero ver quem responde essa.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

aprovação

Então, o site da Capes me diz que o Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Midiáticas da Universidade Federal da Paraíba foi - finalmente - aprovado. Fico mais que feliz ao dar tal notícia aqui, porque sei o quanto os professores envolvidos se empenharam pra a realização do programa. O link para os demais cursos aprovados encontra-se aqui.

A criação de um programa de pós-graduação pode, finalmente, fazer o Departamento de Comunicação da UFPB decolar, provando que o Nordeste é tão capaz de produzir ciência quanto qualquer outro lugar do Brasil. (O que, aliás, já é provado por uma dezena de outros programas nas mais diversas áreas por toda a região).

Então, ficam meus parabéns!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

the used @ hellooch, curitiba

Primeiro tenho que dizer uma coisa: O Hellooch é simplesmente fantástico. O lugar onde o The Used se apresentou tem uma estrutura absolutamente sensacional que parece ser regra, em Curitiba: até agora, todos os lugares em que eu fui (james, bar de indie rock; jpl, bar de musica eletronica; porao do rock, bar de... bem, voces já sabem) possuem esse trato especial na aparência que faz parte da cultura curitibana, pelo que me falam.

Tanto melhor.

Após alguns minutos de espera, luzes apagam e entram os membros da banda - loucura absoluta. O público quase completamente feminino começa a gritar desesperadamente, até que Bert McCracken, vocalista controverso, que herda um pouco da postura de Kurt Cobain, adentra o palco. The Bird and The Worm é a faixa de abertura e já leva todo mundo ao delírio, com uma vibe bem metal, se vocês querem saber. Take it Away é a sequência, e um mix de músicas contendo All I've Got, Taste of Ink e Blue and Yellow continua o show. Antes do mix, Wake the Dead.

Pra tocar Paralyzed, hit do álbum mais novo, 'Lies to the Liars', Bert convida pessoas da platéia pra subir no palco. Detalhe que nosso afetado vocalista odeia ser tocado, e ainda dá um empurrão numa pobre adolescente que ousa dar uma 'bundada' nele. A atitude condiz com o que ele canta, justiça seja feita. Depois de mandar o público se calar, cuspir nas pessoas e beijar fogosamente o guitarrista, ele continua o show.


Daí I Caught Fire, Buried Myself Alive, Liar Liar, On My Own, Pretty Handsome Awkward e Hospital encerram a primeira parte, antes do bis, que vem com Maybe Memories e Box Full of Sharped Objects.

Minhas conclusões: a banda ainda se apóia sobre o primeiro álbum, pros seus shows - o que me faz questionar o porque de eles rejeitarem com tanta veemência o rótulo de screamo que geralmente têm. O primeiro álbum é o mais emo de todos, e particularmente o que eu curto menos.

Posso ter sido prejudicado pelo som (no centro, não dá pra ouvir muito bem) mas acho que alguns momentos tiveram playbacks. Mas não posso afirmar com certeza. Da próxima vez que eu for no Hellooch, vou tomar o cuidado de ficar mais na frente das caixas de som.

O show foi sensacional, e ainda saímos - eu, leo e fernando - com palhetas do guitarrista, atiradas precisamente na nossa direção. Só acho que o pessoal da casa tomou um mezzo-prejú, porque não tava lotado. Vai saber.

golden compass: the game

Essa coisa de produto transmidiático às vezes enche o saco. Tá aí, pra Xbox 360 e mais uma penca de consoles, o título que transpõe a história da trilogia de Pullman - cansativamente discutida nesse blog, já - para o mundo dos jogos eletrônicos. A Wired - em seu Game|Life - deu 3/10 no jogo, destruindo a jogabilidade e possibilidades do título.

O ponto baixo, segundo o blog, foi justamente a batalha final do livro, entre Iorek e Iofur - os dois ursos, em Svalbard - que foi reduzida a 'press the buttons in the correct timing', algo tipo Guitar Hero.

Também, são os mesmos caras de Enter The Matrix. Queria o quê?

(da Wired)

...

Tem horas que eu amo a Internet - e essa comunicação impessoal mediada.

Tem horas que eu amo mais.

domingo, 16 de dezembro de 2007

domingo, domingo

Momento "hey, we're teenagers" após o show do The Used, aqui em Curitiba, há alguns momentos atrás.

Sensacional.

Na foto, eu, leo e o 'fera', nosso amigo Fernando, que veio de Brasília só pra ver o show.

sábado, 15 de dezembro de 2007

laços

Então, esse filme acaba de ganhar um concurso no YouTube, derrubando muita gente de muitos países. Por mais que o sotaque carioca e o diálogo forçado (cheio de vícios de linguagem verbal escrita, tipo "eu estava", ao invés de "eu tava", e por aí vai) me incomodem, eu preciso dizer que a história é muito legal e no geral eu adorei o desenrolar, desde as primeiras seqüências até os devaneios tipo monólogo do personagem "garoto".

Ficam os parabéns pra a Adriana Falcão, produtora do curta. (Que não tem nada a ver comigo, só na grandeza de seu sobrenome. ;))


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

e... chegou!

Faltam apenas 9 dias para que esse post aqui complete um ano. Profeticamente, já que profecias são o forte do Natal, e o forte da indústria do cinema nesses dias, eu lhes digo: 'eu avisei'. O primeiro volume da trilogia 'His Dark Materials', de Phillip Pullmann, chega às salas brasileiras precisamente no dia de Natal, 25 de Dezembro, e a New Line vai ter sido dona de mais uma grande trilogia de fantasia adaptada pra o cinema - a MELHOR que eu já li, depois do Senhor dos Anéis, claro.

A Objetiva, editora que mantém os direitos de publicação da trilogia no Brasil já lançou edição nova, com capa nova e uma chamada no topo "Não perca a estréia de 'A Bússola de Ouro'" - que foi a tradução imbecil que deram pra o filme.

Sobre o filme, não há muito que dizer: Num mundo paralelo, a igreja - absolutamente fascista - procura impedir que uma profecia se realize. Lyra, a protagonista do filme, é a protagonista da profecia, embora o trailer me leve a acreditar que a protagonista do fílme é a bússola (o aletômetro, no caso). Já li críticas boas, já li críticas ruins, já discuti muito com Andrei sobre como vai ser e se nós vamos gostar. Fato é que o próprio me disse que a New Line disse que vai remover todo conteúdo que possa ser ofensivo à igreja católica - isso já lima o roteiro do terceiro filme TODO, acreditem. (E uma parte do segundo).

Então, o que posso dizer? Vão lá e vejam, depois me digam se gostaram. Nossa trilogia Anti-Nárnia é ótima no papel, na película, em poucos dias vou saber.

E aproveitem, vão ler o livro. É cheio de significados.

E leiam Paraíso Perdido também.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

crônicas alcalinas - pt 2

Essa eu não preciso ressucitar porque nunca morreu - há ANOS eu escuto Blind Guardian, praticamente in a daily basis. Abri o post pra dizer que eles finalmente transcenderam: além de gravarem pra Dungeon Siege, filme que sai agora no começo de 2008, a melhor banda de metal do mundo (hehe) ainda participa da trilha sonora de "Sacred 2 - Fallen Angels", pra PS3 e Xbox.

Way to go.

uma leve mudança

Então, amigos, decidi fazer um split aqui. Pra não misturar - tanto - as coisas, todos os posts sobre Mundos Virtuais e meus motivos de pesquisa serão feitos, a partir de agora, no mais novo membro da família, o 'realidade sintética'.

Sigam o link: http://realidadesintetica.blogspot.com

Não fiquei com o wordpress porque eles cobram pra customizar. Como assim?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

momento de sabedoria

"if you think you're doing something special, it's just been done; so just think dumb". (sneaker pimps, think harder)

êxodo pra os mundos virtuais

Quando o livro saiu, eu quase comprei sem pensar - vocês conhecem esse sentimento, certo? "Ah, bom livro, baratinho... só 50 reais no cartão mês que vem. Vamos lá". Mas consegui me controlar. Tem quase um mês, agora. Eu ainda tava em João Pessoa. Hoje a Adriana me mandou esse link sobre uma entrevista do Castronova - professor da Universidade de Indiana e pesquisador sobre Mundos Virtuais, autor de Synthetic Worlds, e de, agora, Exodus to the Virtual Worlds - na BBC londrina.

A matéria na BBC é sobre o lançamento do livro novo, no qual ele prevê, para daqui a uns anos, um grande êxodo rumo aos Mundos Virtuais. De minha parte, eu não só acredito na previsão como sou entusiasta dela. O desejo de descorporificar tá aí há muito tempo, e por mais que seja declarado morto, ele ainda reside no âmago do humano. Acho que os mais conciliatórios escreveriam sobre um equilíbrio necessário - assim como o Juul fez com o balanço entre regras e ficção nos jogos, em seu livro - encerrando o debate entre narratólogos e ludólogos.

Sobre o equilíbrio necessário, bem, diríamos que corpo e mente são inseparáveis e que quanto mais tenta-se separar, mais o decorrer do tempo demonstra que eles são inextricáveis. Vejam a quantidade de textos falando sobre 'subjetividade inscrita na superfície do corpo'. O livro da Santaella - Corpo e Comunicação, Sintoma da Cultura - dá conta de um pedaço dessa discussão e tem um texto bem legal de se ler, didaticamente falando.

Parece que o livro atribui uma boa dose de 'refúgio' e 'escapismo' aos Mundos Virtuais - e parece que o foco é mais social que o livro anterior do Castronova. Preciso comprar isso com urgência.

Darn.

Windows Live Writer

Não custava instalar - eu instalei. Já não gostei, porque ele não posta imagens direto na conta blogger, precisa ir no Picasa, e se podemos centralizar, por que não fazê-lo? Fato é que a poderosa MS quer porque quer que passemos a usar SEU sistema de blogging, o Windows Live Spaces. Será que pega? Eu tô bem contente com meu endereço, e se eu tiver que mudar, por certo, vai ser pro Wordpress.

(edit): bom, parece que o WLW só presta pros spaces mesmo. Não tem gerenciamento de tags, é péssimo pra imagens e eu nem testei o resto. Fico com o engine do blogger mesmo, por enquanto. Postar lá e ter que editar aqui, ninguém merece.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

paramore

Meu lado adolescente ainda é bem vivo, e reflete no fato de eu ouvir muito pós-punk – que é um eufemismo pra ‘emo’. No meu caso, eu escuto só o que é feito fora do Brasil, porque parece que o sangue tupiniquim destrói tudo quanto é estética importada. Não tenho um pingo de medo de dizer isso. Claro, eu ouço mais o que chamam por aí de ‘screamo’, porque é mais próximo do metal, eu acho. O que não vem exatamente ao caso, já que eu não to fazendo etimologia do estilo. Eu defendi isso há um tempo já, aqui!

Então, pra vocês que acompanham minhas sugestões de trip hop e electronica, hoje a vibe é um pouco diferente, eu falo de uma banda de ‘alternative pop rock’, cheia de influências emo, e com um vocal feminino absolutamente chiclete. Hayley Williams é a vocalista do Paramore (se lê Par-a-mour), bandinha americana formada no Tennessee em 2004 e que vem conquistando as paradas fora do Brasil. Não seria de se estranhar que ela logo começasse a tocar nas rádios aqui.

A banda tem um som que não é essas originalidades todas, mas o vocal da ruivinha é um ‘a mais’ pra ouvir. Não é indispensável, mas fica grudado por algum bom tempo. É fácil de ouvir, tem personalidade e uma atitude wannabe-underground anti-avril-lavigne. Vale um tempinho dedicado.

Em se falando de ‘screamo’, inclusive, essa semana estarei no Hellooch, aqui em Curitiba – onde resido pelo breve momento em que esse post é escrito – no show da banda do Utah, The Used. Inclusive estou bem animado com esse show. O Used é uma banda que eu sempre curti, mas nunca cogitei a possibilidade de ver um show. Agora, enquanto escrevo, olho pro ingresso. Absurdo.

Pra vocês, Paramore – Misery Business, versão acústica:



assim é que se faz

Locative Games? Que nada! O lance é aumentar o seu display cada vez mais, pra o jogo ficar mais legal:

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

mary xmas.

Sim, é meio cedo, e sim, eu odeio o natal - mas uma árvore dessas, eu não podia deixar de postar aqui.


e o post do dia...

Então,

enquanto eu trabalhava pro Lavid hoje, daqui de Curitiba, pensava no que ia postar exatamente hoje. Alguma coisa sobre metal? Sobre trip hop? Mundos Virtuais?

Achei coisa melhor pra postar:

domingo, 9 de dezembro de 2007

crônicas alcalinas

Então, hoje foi dia de desencavar o Mandylion.

Antes de tudo, claro, fui procurar o que significava a palavra. Descobri que é um termo que os cristãos ortodoxos usam pra designar uma relíquia que é por eles considerada a primeira representação física de Jesus Cristo - um pedaço de tecido com seu rosto estampado. Qualquer um que é um cristão mínimo - ou que tem conhecimento em geral da história das religiões, sabe que um item muito contestado é justamente o Santo Sudário, manta com a qual o corpo de Cristo teria sido coberto após a Via Sacra.


Então, a princípio, associei ao significado da palavra grega a um dos itens mais cobiçados da história do vaticano. Mas foi a princípio, antes de eu continuar lendo sobre a história numa fonte também controversa - a Wikipedia. Fato é que - segundo a Wikipedia - o Mandylion of Edessa é uma relíquia absolutamente desassociada do Sudário original, tendo sido "forjada" com o propósito original de curar Abgar, rei de Edessa, uma cidade da mesopotâmia, na época, que padecia de lepra e artrite.

Estudos mostram que a peça data do século III, numa técnica chamada "têmpera sobre linho". Sempre muita controvérsia sobre relíquias, huh? Em teoria, existem três Mandylions, peças que foram recuperadas dos muçulmanos durante as cruzadas: um está em Gênova, um no Vaticano e outro em Paris - no Louvre, será? Não achei fontes seguras disso.

Obviamente, não abri um post pra falar de contestações às assunções da igreja ou dos historiadores. Tratamos aqui do álbum que deu ao The Gathering o topo da parada Holandesa e que transformou Anneke von Giersbergen em uma das musas do Gothic Metal da Europa - e que por ventura eu vim conhecer com meus 17, 18, em João Pessoa.

Hoje ressucitei o Mandylion - primeiro álbum a contar com a presença de Anneke - pra poder ouvir o hino Strange Machines, que é mais um goth com influência de fantasia, onde a letra fala basicamente de viagem no tempo. Acho que a faixa não é associada necessariamente a nenhuma história em especial - como algumas faixas de algumas bandas, tem dezenas, que falam de pontos específicos da literatura (impossível não citar o Nightfall in Middle Earth, do Blind Guardian).

Daí, bem, quando o álbum é bom, não tem muito o que fazer, a não ser ouvir inteiro - e esse é o Mandylion: dono de uma atmosfera que mais tarde influenciaria muito a finlandesa Tarja Turunen, do Nightwish - sendo que o NW é mais pop, tem um apelo mais forte ao épico - em letras e em música - enquanto o The Gathering é muito mais (no Mandylion, pelo menos) introspectivo.

Não ouvi os álbuns subseqüentes, mas as críticas me dizem que o metal foi sendo abandonado pouco a pouco, dando lugar a um rock alternativo, meio eletrônico e melancólico - uma trajetória seguida por outras bandas, como o Theatre of Tragedy.

Anneke largou, há alguns meses, a banda. E tem um projeto solo chamado "Agua de Annique". Meu torrent registra 30% do álbum, no momento em que o post é escrito.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

dia peculiar

Meu primeiro dia efetivo em Curitiba começou com camisa de botão: fui fazer uma entrevista de emprego numa empresa chamada Transdata. A princípio, consegui, estou contratado. Só não sei se começo segunda ou só em Janeiro. O dono da empresa ficou de me ligar - vou trabalhar com webdesign, mais uma vez - mas com outras perspectivas. O cara gostou mesmo foi do perfil jornalista, que agrega valor ao currículo.

Meu objetivo primário muda um pouco de foco, com essa semi-janela: quero mesmo arrumar um lugar pra dar aula. Qualquer lugar. Mas calma - como me foi dito várias vezes hoje. Um passo de cada vez.

O motivo pelo qual não posso relaxar é o de que a UTP, pra onde quero ir, tem aulas de mestrado na 5a e 6a. 2 dias na semana é meio pesado, pra não trabalhar. Preciso de um chefe BEM legal, ou um serviço no qual o horário se adeque: daí a necessidade por dar aula.

Mas calma.

Enfim, fui guiado por Curitiba o dia todo por Yara, que gentilmente me levou até a palestra do controverso Lucien Sfez, no programa de pós-graduação da UTP. Controverso por sua postura de diálogo e por sua postura na sala. Isso porque me disseram que no dia anterior a coisa foi mais quente lá. A palestra foi a mesma que eu já tinha acompanhado no blog Diagrama, do programa da UFRGS, e no da própria Laura Storch - que eu também acompanho.

Voltei da UTP pro centro, Yara voltou pra Cruzeiro do Fim do Mundo, e eu pra casa.

Esse blog tá diário demais. Pára, neh?

Voltemos ao mundo dos Mundos Virtuais.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

MMOs matando o planeta?

Segundo o Clickable Culture, os MMOs podem estar matando o planeta. Tudo porque esse relatório aqui da Global Action sugere que servidores que ficam 24/7 ligados gastam cerca de 70 mil libras esterlinas por ano, em eletricidade - e o prejuízo, sabemos, não é só financeiro. Esse número é o equivalente a 1000 computadores.

A pergunta de Tony Walsh envolve principalmente a quantidade de servidores necessários para manter um MMO como World of Warcraft - + de 9 mi users - com uma grade que simplesmente é uma das mais estáveis do mercado.

detetives particulares em SL


Second Life, o Mundo Virtual voltado pra socialidade e colaboração mais famoso do mundo, acaba de ganhar sua primeira agência de detetives particulares. Parece ridículo, mas é algo que já era esperado há um tempo.

O nome da agência é SL(eye) - sly, tipo "esguio" - e seu site está aqui. Seus serviços são basicamente relacionados à defesa contra crimes de computador, mas eles fazem o clássico "People Tracing" também. Muito interessante.

caros amigos

Sabe, eu nunca fui de ler muito essas revistas mais cult: Bravo, Cult, Caros Amigos... e não por preconceito, mas ninguém perto de mim jamais comprou, e eu não tinha como saber se eram boas. Aí ontem tô entediado no aeroporto de Belo Horizonte e vejo uma Caros Amigos Especial: Pós Humano. Comprei imediatamente - o número é histórico, uma edição especial toda dedicada à dicotomia entre tecnologia e humanidade (se eh que ela existe).

A revista já abre com um editorial falando que temos que tomar cuidado pra não deixar o técnico superar o humano, e blá blá blá. Não consegui a capa pra postar, procurei, mas nao encontrei, e tô sem câmera digital, já que meu celular quebrou.

No fim, bom, a edição é absolutamente apocalíptica, com váááárias citações de Baudrillard em seu decorrer - não pelos jornalistas, mas pelos entrevistados. E basicamente alerta a humanidade pra os perigos de deixarmos a técnica nos dominar.

Sinceramente, pensei que essa paranóia tinha acabado. É surpreendente ver um discurso desse permear uma revista inteira, especialmente uma que devia ser mais 'esclarecida'. Mas paciência, eles falam de cibercultura sem citar o André Lemos, o que eu podia esperar?

Será que ainda existem mesmo esses tal apocalípticos? Ou eles são só integrados reacionários?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

em curitiba / for good.

Cá estou eu, na capital paranaense. Amanhã, a brincadeira começa.

4a from hell

Putz, a 4a feira mais inferno astral de todas.

Primeiro, quero agradecer o suporte mais que vital do Cláudio e da Marcela, na Bahia. Vocês foram indefectíveis.

Depois, quero contar os pormenores. Depois do mega-fiasco da minha entrevista, na qual ficou claro que eu não passo de um aluno mal ensinado da graduação, saímos os 3 pra jantar e falar besteira. Ambas as condições foram muito bem cumpridas. E daí, tive que ir pro aeroporto, porque o Cláudio dava aula às 7, e meu vôo saía às 5. Não tinha a menor condição de ele me levar perto do vôo.

Pior que isso, o aeroporto fica a 65 reais de taxi, da casa do Cláudio. Estou fora.

Daí chego e abro o notebook. Descubro que "WiFi" é a grande mentira dos aeroportos nacionais. A rede tá lá, mas se você não paga provedor, não acessa. Eu amo Recife, nesse sentido. Mas só nesse. No aeroporto dos guararapes todo buraco tem WiFi - GRATIS. Aí fiquei jogando um pouquinho de videogame e resolvi ver um filme que tava na lista faz tempo: "Cashback". Muito bom. Comento depois.

Quando terminei de ver o filme ainda eram 3. Meu vôo só saía às 5. Tinha um pro Rio, antes. Às 4. Daí o do Rio saiu. "Ótimo", pensei. Mas calma. Dia de inferno astral é foda. O cara da tam chama todo mundo no vôo e diz que a aeronave tava quebrada e que o vôo foi cancelado.

WTF?

Daí me botou num vôo que ia pra Congonhas via uma conexão em Minas. E eu morto, né? Chego em Minas, a conexão atrasa 2h. Chego em São Paulo às 11, ao invés de 9. Sweet.

Ligo pro Vini Vandré, ele me diz que tá em Campinas e não vem pra cá (SP). Fodeu. Liguei pra a Deca, ela tava saindo pra ir pra a Everlast. Não ia poder me pegar. O que fazer? Pegar um táxi de Congonhas pra a Rodoviária do Tietê e comprar a passagem pra Curitiba pra hoje - ao invés de sexta.

Ainda fui no MASP ver a expo de Bauhaus que tá lá, e de lambuja ganhei uma - que gostei mais - sobre mitologia. Vários trabalhos clássicos, inclusive um Rodin. Muito legal.

E cá estou, esperando o tempo passar pra apagar no ônibus.

Amanhã, em Curitiba. Desejem-me sorte.

Porque é melhor ter sorte... vocês já sabem.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

...

... - pqp.

selecao / ufba - update 2

Acabo de sair da entrevista. Foi a pior experiência da minha vida. Mas eu resisti até o fim. Só acho que o meu futuro não jaz na Bahia.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

equívoco

Tem uma comunidade sobre games e cultura - chamada de Gamecultura, muito propriamente - coordenada pelo professor Roger Tavares que é muito legal e traz um conteúdo BEM variado. Hoje, contudo, li um texto lá que me arrepiou os cabelos da espinha. É esse aqui, e fala sobre Second Life. Na verdade, o texto é composto por uma série de assunções erradas sobre o Metaverso que deu uma dor de ler. Tentei mandar uma mensagem pra a autora, mas ela não tem a visualização de perfil habilitada, no portal. Uma pena.

Vou fazer uma série de correções aqui, porque me vejo não só no direito, mas na responsabilidade. Infelizmente, a academia ainda não está preparada pra avaliar direito os trabalhos em Novas Tecnologias. Uma prova disso foi a qualidade de alguns - não todos, e a minoria - que eu vi apresentados no SBGames. Enfim, mãos à obra:


"Um ambiente VRML (virtual reality modeling language) vem atraindo vários pesquisadores no campo educacional."

>> Second Life não é um ambiente VRML. VRML é uma linguagem pra modelagem de ambientes 3D que caiu em desuso há um tempão. Nunca foi muito legal mesmo, inclusive, e não era muito usada. VRML usava mark-ups, como HTML, pra construir o ambiente 3D. Second Life não usa mark-ups de jeito nenhum, é tudo construído visualmente, numa interface WYSIWYG - what you see is what you get - tipo o autocad ou o 3d max (guardadas as proporcoes). Ela queria dizer um ambiente virtual - que eh um ambiente navegável, desenhado em 3D. Como eu venho discutindo há um tempo, nem todo ambiente virtual é um Mundo Virtual, mas todo Mundo virtual é um ambiente virtual.

Second Life também não é construído em VRML, é construído usando MySQL, Apache, Squid e OpenGL. Aqui um link pra saber mais sobre VRML: http://en.wikipedia.org/wiki/Vrml.

"Trata-se do ambiente imersivo Second Life. Uma das razões é que o ambiente possibilita a linguagem de criação de mundos 3D para Internet, fazendo com que objetos se movimentem e interajam de várias maneiras. Desenvolvido em 2003, o Second Life ganhou dimensão no ano de 2007 quando o código-fonte do programa cliente tornou-se público".

>> Second Life não ganhou dimensão porque seu código foi aberto ao público. A maioria dos teóricos credita a expansão de SL devido à criação do seu sistema de câmbio - muito mais uma jogada política que técnica.

"No Second Life é possível criar objetos, mundos, situações. A interação é feita entre avatares - nome dado aos usuários e suas representações gráficas - e objetos do cenário ou entre avatares de outras pessoas".


(...)

"Neste sentido, ambientes como o Second Life e o seu similar Active Worlds, podem favorecer o aprendiz através de uma infra-estrutura epistêmica, à produção e compartilhamento do conhecimento vivo. Sabe-se que as tecnologias midiáticas reproduzem as mensagens assegurando-lhes maior alcance, melhor difusão no tempo e no espaço".

>> Second Life e Active Worlds NÃO SÃO SIMILARES. Second World é um MUNDO VIRTUAL, enquanto Active worlds não passa de um ambiente virtual não-persistente onde você interage com pessoas - não com o mundo em si. A gama de situações desenvolvidas em Second Life é infinitamente maior, e compara-lo a AW é subestimá-lo, sem contar que Second Life é business - gera capital, e tem o PIB equivalente a um país pequeno.

(...)

"À custa do claim 'your world, your imagination', a Linden Lab está a fazer com que nove milhões e meio de curiosos construam, bit a bit, uma poderosa rede de conteúdos que se ligam entre si, recorrendo a uma representação 3D ainda incipiente, mas carregada de significados e com uma nova semântica. As propostas de 'novas vidas', de aprendizagem colectiva, de cidadania, proliferam no metaverse idealizado por Stephenson." (FRIAS, 2007)

>> Nesse caso, não tá necessariamente errado, mas há um problema de argumentação. Primeiro, o dado tá errado sim, SL não tem 9.5 milhões de usuários - nem WoW tem - mas o problema principal é o de que "todo mundo constrói". Eu acredito que o report da Cisco explica bem isso: muitas empresas compraram virtual lands e quem movimenta a maior parte do capital são elas - e não os habitantes do metaverso. Sim, a possibilidade existe, mas a escrita está aí há alguns milhares de anos, e apenas alguns de nós são escritores, embora potencialmente qualquer um possa ser.

(...)

"A partir do uso do Second Life de forma educativa, já é possível imaginar os jovens criando vídeos - há ferramentas dirigidas a este fim denominadas machinima (cinema virtual) - como também trabalhar linhas de programação e desenvolver ferramentas de interação ou virarem jornalistas e contruirem material jornalístico disponibilizando no ambiente".

>> 'uso'? SL não é um software como o Photoshop - mas a terminologia não está necessariamente errada, tô sendo chato, aqui. No quesito 'Machinimas', bom, várias outras engines dão suporte aos Machinima, e a maioria nem é feito em SL, porque como o processamento de imagens é via servidor, isso compromete a qualidade do 3D.


Enfim, é o que eu venho frizando: muita gente tenta, porque o assunto tá na crista. Mas quantas pessoas realmente se interessam - habitam - Mundos Virtuais?

selecao / ufba - update 1

Fiz prova de inglês agora de manhã. Melhor não podia ser.

domingo, 2 de dezembro de 2007

goodbye, bluesky

Quando escolhi a frase do mês, não pensei em nada tão profético ou auto-ajúdico quanto o que está escrito ali em cima. Só pensei: "Ei, eu quero alguma coisa que me faça sentir eu mesmo, esse mês - sem referências ao natal", e fui no IMDB, procurar quotes da minha anime-série preferida: Evangelion.

E eu nunca nem escrevi aqui sobre Evangelion, porque o que quer que eu falasse - o que quer que eu possa falar - ainda vai ser pouco, porque eu realmente acho que preciso ver aqueles episódios mais uma dezena de vezes.

E agora, aqui sentado em Recife - na cidade que pela qual eu definitivamente nutro um sentimento profundo de desprezo - olhando pelas janelas panorâmicas do aeroporto e vendo todas essas luzes lá longe, como estrelinhas numa noite escura, eu me pergunto sobre o que me motiva. O que me motiva de verdade.

A resposta é bem simples: eu não sei.

Bem fazem algumas horas que eu deixei minha casa, logo ali 100km pra o norte, e já sinto uma falta terrível de tudo que construiu minha percepção sobre Joao Pessoa durante os 27 anos em que morei lá. Coisas que provavelmente permeiam meus textos, meus discursos, meus posts, coisas que são tão eu quanto eu mesmo. E se quiserem me considerar um piegas, vão em frente, mas eu tenho raízes fortes e um amor - de verdade - imenso por tudo aquilo que me criou - momentos bons e ruins, com pessoas com quem eu compartilhei sentimentos bons e ruins.

Eu quero mais - e isso me motiva. Mais do que minha cidade pode me oferecer, pelo menos. Tô aqui choramingando mas posso estar de volta em poucos meses, chateado por estar enfurnado numa cidade que não oferece perspectivas, onde o custo de vida é baixo, a qualidade de vida é alta, mas onde o povo ainda é provinciano e dominado por coronéis. É a essência de ser Thiago Falcão, estar insatisfeito com uma ou outra coisa, mas jamais com tudo.

Saio da minha cidade porque acredito em mim e no que eu posso fazer. Por muito tempo dediquei muito tempo à música eletrônica - ao drum'n bass - e fui tão alto quanto acredito que fui capaz de ir seguindo um princípio que é meu âmago, e que foi meu pai que me ensinou: 'não interessa quem é o outro, você não precisa, não deve, puxar o saco de ninguém'. E é assim que eu sou hoje. Os anos nos quais eu estive em alma dentro da cena do drum'n bass me ensinaram muito sobre a natureza das pessoas e de suas agregações. E se me deixaram cicatrizes, deixaram também bons amigos e ótimas lembranças que vão comigo pra Salvador daqui a pouco.

Saio da minha cidade porque uma hora isso tinha que acontecer - e chorar em despedidas é natural. Saio da minha cidade guiado por um sentimento de que enfraquecer o laço entre eu e ela é um elemento de crescimento - como quando Lyra precisa falar com Iorek, e tem que deixar Pantalaimon longe, por mais que seja doloroso (phillip pullman's his dark materials // the golden compass).

E não posso deixar de achar engraçado encontrar um quote desses - do template - num desenho desses - eva - num tempo desses. E eu sou cético, mas você sempre espera - eu sempre espero - ver um pouco de magia em meio a toda a tecnologia. Sem demagogia.

E não posso deixar de me sentir meio como Asuka - sabendo que vou enfrentar, de agora, uma série de provações que até então não fora real. Não com esse nível táctil. Não com esse teor. Provações que já me fazem duvidar de minhas chances - mas jamais de mim.

E não posso deixar de me desejar sorte.

Porque no fim das contas, é melhor ter sorte que ser bom.