polêmica
Então, ainda sobre Batman, um jornalista aqui de João Pessoa - André Cananéa, editor do caderno de cultura do Jornal da Paraíba (um dos tops no estado) - postou em seu blog uma crítica ao novíssimo Batman - O Cavaleiro das Trevas.bom, vamos por partes. primeiro, sou forçado a concordar com astier: essa eh a sua verdade - soh que diferente dele, eu preciso argumentar que 'verdade' não varia. filosoficamente, 'verdade' eh solida, e soh existe uma. logo, tenho que discordar da sua verdade.
meia hora final? nah. a meia hora final eh, isso sim, a parte mais maçante do filme. numa referencia absurda ao filme de tim burton - por politica, talvez - a essencia do filme ateh se desvia, proximo ao final. o discurso de gordon eh maçante e clichê - o que nao mata o filme, mas arranca alguns bons pontos dele.
soh que, se voce acha que as grandes sacadas dos quadrinhos ficaram pro fim, bom, devo dizer que voce devia reler todos esses quadrinhos, cara. tem referencias a toda a mitologia do batman por todo o filme - a começar pelos 'copycats' nos minutos iniciais do filme. a essencia da interpretacao do coringa eh exatamente aquela que permeou as verdadeiras revistas do cavaleiro das trevas, alem de suas tecnicas (que remetem a um humor doentio que soh o coringa entende) serem perfeitamente condizentes para com o personagem. o que por si só exalta o roteiro: tudo super costurado, sem pontas soltas.
particularmente, nao consigo entender o que exatamente "se perde" no filme. o que voce quer dizer quando chama o filme de "superficial"? porque pra mim, o grande dilema se encontra bem na cara: evocando as frases do 'begins', jah que voce citou, "que tipo de vilao será desencadeado por esse tipo de herói?". e nolan responde perfeitamente essa pergunta, com uma resposta doentia e imprevisível. o coringa, além de ser cruel de verdade - coisa que ele sempre foi nos quadrinhos - é um puta pensador. um cientista social perturbado. niilista e iconoclasta. um gênio.
nem vou entrar no mérito da questão 'herói'.
mas ainda nem falei de interpretações.
sobre o primeiro filme: é bom, eu gosto. mas jamais seria melhor que esse - e sob essa condição, assino minha internação no sanatório. mas vale lembrar que na graphic novel desenhada por dave mckean, é lá dentro que a lucidez se encontra de verdade, então, de fato, não adianta taxar o primeiro filme de melhor: ele distorce elementos da mitologia de formas muito absurdas, apesar de ser consideravelmente verossímil. acho sinceramente que falta uma dose de mitologia na sua leitura do filme: que nao eh feito pra fãs - como boa parte das adaptações de quadrinhos - mas entrete em geral. e funciona MAIS com as pessoas que conhecem o coringa de alan moore, que voce citou - ou o de garth ennis.
sobre interpretações: bom, eu mesmo preciso considerar o coringa de jack nicholson impagável. mas se você atribui o sucesso desse coringa à morte do australiano, eu atribuo sua idolatria pelo coringa de 1989 ao fato de nicholson ser uma lenda viva do cinema americano. opinião nem um pouco enviesada: pelo contrário. a chave pra analisar os dois filmes tá na direção de arte. tim burton escolheu um batman mais estilizado, cheio de elementos de fantasia, cenários de mentira e um coringa absolutamente caricato.
nolan não.
nolan opta - assim como no primeiro filme - por um vilão próximo ao real. e nesse sentido, o coringa é muito mais verossímil (e impagável e genial e cruel e fantástico) do que o palhaço que jack nicholson interpretou anos e anos atrás. perceba: quanto de maldade se vê no coringa de 1989? ledger mostrou o que é ser absolutamente insano - e esqueça os louvores post-mortem - eu já considerava ele um super ator antes. esse eh o verdadeiro coringa. foi esse cara que matou o robin. foi esse cara que aleijou a bárbara gordon. esse cara é a essência do que há na nona arte sobre o cavaleiro das trevas. enfim, andré, acho sinceramente que às vezes não vale a pena ser do contra.
tem lugares que são necessariamente comuns. _topoi_. nota acima de 9 no imdb não é pra qualquer filme. top250 também não. se eu tomo isso como premissa? jamais. eu gostaria do filme independente da opinião dos outros. o filme é imprevisível e me ganhou pela quantidade de dilemas psicológicos que tão lá contidos. e pela imprevisibilidade do coringa. (aquele diálogo sobre um completar o outro é absurdo!) escolha um personagem, que eu mostro o que eles falam nas entrelinhas.
pra completar, se você acha que faltou deboche no coringa de ledger, é porque tava com tanto sono que deve ter dormido na cena que ele tá vestido de enfermeira. ;)
vou postar isso tudo no meu blog. se quiser, pode responder aqui e colar lá.
abraço.
meia hora final? nah. a meia hora final eh, isso sim, a parte mais maçante do filme. numa referencia absurda ao filme de tim burton - por politica, talvez - a essencia do filme ateh se desvia, proximo ao final. o discurso de gordon eh maçante e clichê - o que nao mata o filme, mas arranca alguns bons pontos dele.
soh que, se voce acha que as grandes sacadas dos quadrinhos ficaram pro fim, bom, devo dizer que voce devia reler todos esses quadrinhos, cara. tem referencias a toda a mitologia do batman por todo o filme - a começar pelos 'copycats' nos minutos iniciais do filme. a essencia da interpretacao do coringa eh exatamente aquela que permeou as verdadeiras revistas do cavaleiro das trevas, alem de suas tecnicas (que remetem a um humor doentio que soh o coringa entende) serem perfeitamente condizentes para com o personagem. o que por si só exalta o roteiro: tudo super costurado, sem pontas soltas.
particularmente, nao consigo entender o que exatamente "se perde" no filme. o que voce quer dizer quando chama o filme de "superficial"? porque pra mim, o grande dilema se encontra bem na cara: evocando as frases do 'begins', jah que voce citou, "que tipo de vilao será desencadeado por esse tipo de herói?". e nolan responde perfeitamente essa pergunta, com uma resposta doentia e imprevisível. o coringa, além de ser cruel de verdade - coisa que ele sempre foi nos quadrinhos - é um puta pensador. um cientista social perturbado. niilista e iconoclasta. um gênio.
nem vou entrar no mérito da questão 'herói'.
mas ainda nem falei de interpretações.
sobre o primeiro filme: é bom, eu gosto. mas jamais seria melhor que esse - e sob essa condição, assino minha internação no sanatório. mas vale lembrar que na graphic novel desenhada por dave mckean, é lá dentro que a lucidez se encontra de verdade, então, de fato, não adianta taxar o primeiro filme de melhor: ele distorce elementos da mitologia de formas muito absurdas, apesar de ser consideravelmente verossímil. acho sinceramente que falta uma dose de mitologia na sua leitura do filme: que nao eh feito pra fãs - como boa parte das adaptações de quadrinhos - mas entrete em geral. e funciona MAIS com as pessoas que conhecem o coringa de alan moore, que voce citou - ou o de garth ennis.
sobre interpretações: bom, eu mesmo preciso considerar o coringa de jack nicholson impagável. mas se você atribui o sucesso desse coringa à morte do australiano, eu atribuo sua idolatria pelo coringa de 1989 ao fato de nicholson ser uma lenda viva do cinema americano. opinião nem um pouco enviesada: pelo contrário. a chave pra analisar os dois filmes tá na direção de arte. tim burton escolheu um batman mais estilizado, cheio de elementos de fantasia, cenários de mentira e um coringa absolutamente caricato.
nolan não.
nolan opta - assim como no primeiro filme - por um vilão próximo ao real. e nesse sentido, o coringa é muito mais verossímil (e impagável e genial e cruel e fantástico) do que o palhaço que jack nicholson interpretou anos e anos atrás. perceba: quanto de maldade se vê no coringa de 1989? ledger mostrou o que é ser absolutamente insano - e esqueça os louvores post-mortem - eu já considerava ele um super ator antes. esse eh o verdadeiro coringa. foi esse cara que matou o robin. foi esse cara que aleijou a bárbara gordon. esse cara é a essência do que há na nona arte sobre o cavaleiro das trevas. enfim, andré, acho sinceramente que às vezes não vale a pena ser do contra.
tem lugares que são necessariamente comuns. _topoi_. nota acima de 9 no imdb não é pra qualquer filme. top250 também não. se eu tomo isso como premissa? jamais. eu gostaria do filme independente da opinião dos outros. o filme é imprevisível e me ganhou pela quantidade de dilemas psicológicos que tão lá contidos. e pela imprevisibilidade do coringa. (aquele diálogo sobre um completar o outro é absurdo!) escolha um personagem, que eu mostro o que eles falam nas entrelinhas.
pra completar, se você acha que faltou deboche no coringa de ledger, é porque tava com tanto sono que deve ter dormido na cena que ele tá vestido de enfermeira. ;)
vou postar isso tudo no meu blog. se quiser, pode responder aqui e colar lá.
abraço.

5 comentários:
Eu gostei bastante do seu texto, Thiago.
Mas continuo achando o filme chato, apesar de todos esses argumentos.
Eu não me preocupo se é a melhor adaptação ou não, mas sim na experiência de ir pro cinema e assitir a um bom filme.
Desculpa, mas eu achei chato. Essa foi a minha experiência no cinema e eu só queria que as pessoas entendenssem que isso é um ponto de vista.
O que todo o IMDB ou Roger Erbet ou a Liga da Justiça acham não vão mudar essa experiência, saca?
Mas como tenho dito, ótimo que todos vocês tenham achado o filme uma obra-prima. Eu acho superestimado. Posso discordar?! (rs)
Mas mudando de Nolan pra Tim Burton, você esteve em João Pessoa ou ainda está?
Abraços
Claro, claro, André.
É um direito seu. Eu só me senti na obrigação de defendê-lo.
Ainda tô por aqui - as aulas do mestrado só voltam em agosto.
Abraço!
Oi
É, o Speed Ballads. A banda é adorável.
Quanto ao meu gosto musical, ele é muito diverso, sabe, ele vai de Britney Spears até Edith Piaf. Sou sinistra, sabe. Fui olhar teu perfil, do que vc gosta, xeretando, vi que vc gosta de Massive Attack. Comecei a ouvir esses dias. é bem legal.
Abraço
Falquinha, sinceramente... TEM PARÊA PRA TU NÃO! kkkkkkkkkkkkkk
bj
saca aê:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2907200827.htm
uel
[]
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