quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

e, por ultimo...

para os que assinam o feed desse blog, gentilmente apontem seus browsers para http://nota7.realidadesintetica.com. estarei postando de lá, a partir de agora.

beijos, e até lá!

domingo, 31 de agosto de 2008

memorando

Meus queridos leitores,

não sei se já falei antes, mas estou movendo toda a atividade acadêmica desse blog pra o Realidade Sintética - o nota-7 fica pra asneiras e pensamentos, notícias não acadêmicas e falas sobre o resto das coisas.

Aproveito só pra dar a deixa que meu primeiro artigo num livro - é, num real - acaba de sair no Além das Redes de Colaboração, organizado por Nelson Pretto e Sérgio Amadeu.

Atenciosamente,

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

ai meu deus =~

Tipo mantra: prometo não comprar antes da metade da dissertação, prometo não comprar antes da metade da dissertação, prometo não comprar antes da metade da dissertação, prometo não comprar antes da metade da dissertação, prometo não comprar antes da metade da dissertação, prometo não comprar antes da metade da dissertação, prometo não comprar antes da metade da dissertação, prometo não comprar antes da metade da dissertação.

Será que funciona?

terça-feira, 19 de agosto de 2008

back - in gray.

Demorei pra atualizar o nota7.

Tenho algumas razões esparsas:

1) estou escrevendo coisas autorais em outro endereço - Acompanhem http://intocaveis.blog.br/, crítica sem propriedade e chutação de balde sem o menor medinho. É, a gente tá tentando causar. Não, não funciona sempre.

2) voltei pra salvador há duas semanas e fui dragado num turbilhão de mil e uma coisas. Essa semana teve (i) seminário de jogos eletrônicos, educação e comunicação, (ii) seminário de web2.0 com o espanhol Hugo Pardo, e sexta ainda tem a (iii) palestra da Raquel na Uneb.

3) isso em meio a deadlines aos montes, se bem que não tenho parado na frente do computador - nem pra escrever. Mas estou de volta. Acompanhem as coberturas dos eventos no realidadesintética.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

artigo aceito no seminário jogos eletrônicos, educação e comunicação

hmmm... acho que passou, neh?

---

Prezados pesquisadores,

Desejando boas vindas a todos, gostaríamos de socializar algumas orientações:

a) As apresentações terão duração de 15 minutos para exposição do trabalho e 5 minutos para discussão com a platéia.

b) Todas as apresentações terão a presença de um coordenador

c) Teremos disponível computador + datashow para as apresentações. Solicitamos que os ppts sejam gravados antes das apresentações para evitar atrasos e comprometimento do tempo de apresentação.

d) Todas as apresentações ocorrerão no auditório onde será realizado o evento.

e) As apresentações ocorrerão nos dias: 18/8 (14h00 - 16h00 ) e 19/08 (11h15 - 12h30). Até o dia 13/08 estará disponível na programação o dia de apresentação de cada pesquisador e o arquivo do artigo a ser apresentado.

f) Próximo a Universidade há um pequeno shopping onde existem restaurantes a kilo.

g) Haverá um stand da Livraria LDM

h) O programa do evento está disponível na URL http://www.comunidadesvirtuais.pro.br/seminario4


Até breve

A coordenação

terça-feira, 29 de julho de 2008

pacman generation

Vou falar uma coisa: alguém precisa fazer um estudo do videogame enquanto vetor modificador de uma série de práticas socioculturais desde a década de 70. Uma coisa grande mesmo, longitudinal. Mostrar como se deram apropriações e diálogos, como a indústria moldou toda uma estética que foi mastigada, remontada, se dissolveu por todo o tal do bios midiático e ajudou outras subculturas a florescer.

Só pra deixar claro: gente, videogames e mundos virtuais não são a mesma coisa. Claro, são dispositivos (ai meu deus, essa palavra não) que têm características em comum, mas o cinema e a fotografia também têm. O cinema e a televisão também. Quem aí sabe o que é ser híbrido? Tá no dicionário, isso, po. Híbrido não é só combinação - é desenvolvimento de algo novo. Com características dos que o geraram, sim, mas com coisas diferentes também.

Enfim, enquanto as pessoas lutam pra entender (ou não) isso, por favor, vão no Games Radar e vejam que post fantástico sobre pacman (a foto é só um drops). E entendam um pouquinho mais da cultura dos videogames.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

madrugada

Clarinha says (02:02):
tell me
Clarinha says (02:02):
o que é a vida?
falc4o says (02:03):
vida eh aquilo que voce tem no intervalo entre o trabalho e o tedio.
Clarinha says (02:04):
ah, ok
Clarinha says (02:04):
obrigada. as vezes esqueço

sábado, 26 de julho de 2008

asilo arkham






Não é a melhor adaptação do mundo - mas é muito legal. Se você leu o quadrinho de Grant Morrison, então, vai ver que a direção de arte é bem próxima.

Mas vamos lembrar que fan-fic infringe direitos. ("HAHAHAHAH", citando o coringa).

decadência

"Give me all your true hate
And Ill translate it in our bed
Into never seen passion, never seen passion
That it why I am so mad about you"


Abriu os olhos e os primeiros raios de luz brotavam por uma vidraça mal pintada de preto. Na boca, um amargo que ela imaginava remeter à última noite. Não tinha bem como saber. Tentou se levantar e percebeu que de fato, não ia conseguir. O mundo girou e ela sentiu vontade de vomitar ali mesmo, em cima da cama. Não o fez.

Do lado dela, um avulso. Sequer sabia quem era. Riu disso. Vinha acontecendo com freqüência, ultimamente. Ensaiou uma preocupação, mas preferiu trocá-la por um cigarro. "Um cigarro, pelo amor de Deus".

Cambaleou até a cômoda, pra encontrar o pacote vazio. "...". Vestiu uma camisa grande, com uma estampa semi-desbotada do Calvin. Decidiu tentar a cozinha. Amarrou os cabelos.

Abriu a geladeira. Alcançou o primeiro copo, pensou durante pouquíssimo tempo. "Vodka". E começou seu dia. Um barulho no quarto denunciou que seu estranho acabara de acordar. "Menos mal".

lágrimas chovendo
assim, com perfume doce
sob lençóis de seda

noite

Falei agora pra uma amiga: "a madrugada é sempre cruel comigo". E quão verdade isso é, ah! A noite, tão cara, é sempre dona dos nossos maiores temores, das nossas maiores alegrias, das nossas maiores decepções. Dentro de si, a senhora noite encerra mais do que podemos inferir. E sempre de forma tão - er... - indiscernível, enevoada, ou qualquer coisa do tipo.

Não lembro de ter vivido realmente sob a luz do sol nos últimos 8 anos. Desde o momento em que decidi começar a tocar - em 2000, pra ser exato - a lua e as estrelas, além das luzes de halogênio e de outros gases menos nobres, têm sido meus companheiros. Se me arrependo? Nah. Acho que a essência do asfalto e vidro, do urbano tipo metrópole - e não tipo agregação - tá justamente nas luzes vermelhas da noite, nas sombras e nas fotos granuladas, na pouca visibilidade e nas possibilidades que isso traz.

Odeio flashes e spots de luz - quer gravar? fotografar? Nada melhor que a luz 'natural' de vapor de sódio. Amarela, de baixa temperatura. E daí se não são as cores reais? Vamos falar sério - dificilmente conseguimos ver as cores reais de QUALQUER coisa. Lembrei até de um álbum maravilhoso de um cara chamado High Contrast chamado True Colours. Primeiríssima, fica a recomendação.

Aí, bem - melhor hora do dia? Crepúsculo. Céu azul escurecendo, melhor luz de todas: escassa, mas existente. Pra fotografar? Nah: pra ver. Pra sair de casa. Morar no nordeste é complicado - o sol imprime fortemente sua presença aqui (falando assim, parece que não faz sol em lugar nenhum, né? gente, 'o sol nasceu pra todos'). Pior momento do dia - ah, pára: porra de ver sol nascer. Prefiro ver o sol nascer aqui no meu quarto. Poucas frestas deixando a luz entrare reforçando toda a cultura da umidade necessariamente associada a ele.

Por fim, me perguntem: "e aí?". Nada, oras. Só queria escrever sobre esse momento que é efêmero e eterno. Que me abriga desde sempre e a quem eu devo tanto. A madrugada é cruel - sim, mas ela tá quase no fim, agora.

Hora de dormir.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

polêmica

Então, ainda sobre Batman, um jornalista aqui de João Pessoa - André Cananéa, editor do caderno de cultura do Jornal da Paraíba (um dos tops no estado) - postou em seu blog uma crítica ao novíssimo Batman - O Cavaleiro das Trevas.

Eu respondi.

O post, vocês encontram aqui.

A resposta segue abaixo.

bom, vamos por partes. primeiro, sou forçado a concordar com astier: essa eh a sua verdade - soh que diferente dele, eu preciso argumentar que 'verdade' não varia. filosoficamente, 'verdade' eh solida, e soh existe uma. logo, tenho que discordar da sua verdade.

meia hora final? nah. a meia hora final eh, isso sim, a parte mais maçante do filme. numa referencia absurda ao filme de tim burton - por politica, talvez - a essencia do filme ateh se desvia, proximo ao final. o discurso de gordon eh maçante e clichê - o que nao mata o filme, mas arranca alguns bons pontos dele.

soh que, se voce acha que as grandes sacadas dos quadrinhos ficaram pro fim, bom, devo dizer que voce devia reler todos esses quadrinhos, cara. tem referencias a toda a mitologia do batman por todo o filme - a começar pelos 'copycats' nos minutos iniciais do filme. a essencia da interpretacao do coringa eh exatamente aquela que permeou as verdadeiras revistas do cavaleiro das trevas, alem de suas tecnicas (que remetem a um humor doentio que soh o coringa entende) serem perfeitamente condizentes para com o personagem. o que por si só exalta o roteiro: tudo super costurado, sem pontas soltas.

particularmente, nao consigo entender o que exatamente "se perde" no filme. o que voce quer dizer quando chama o filme de "superficial"? porque pra mim, o grande dilema se encontra bem na cara: evocando as frases do 'begins', jah que voce citou, "que tipo de vilao será desencadeado por esse tipo de herói?". e nolan responde perfeitamente essa pergunta, com uma resposta doentia e imprevisível. o coringa, além de ser cruel de verdade - coisa que ele sempre foi nos quadrinhos - é um puta pensador. um cientista social perturbado. niilista e iconoclasta. um gênio.

nem vou entrar no mérito da questão 'herói'.

mas ainda nem falei de interpretações.

sobre o primeiro filme: é bom, eu gosto. mas jamais seria melhor que esse - e sob essa condição, assino minha internação no sanatório. mas vale lembrar que na graphic novel desenhada por dave mckean, é lá dentro que a lucidez se encontra de verdade, então, de fato, não adianta taxar o primeiro filme de melhor: ele distorce elementos da mitologia de formas muito absurdas, apesar de ser consideravelmente verossímil. acho sinceramente que falta uma dose de mitologia na sua leitura do filme: que nao eh feito pra fãs - como boa parte das adaptações de quadrinhos - mas entrete em geral. e funciona MAIS com as pessoas que conhecem o coringa de alan moore, que voce citou - ou o de garth ennis.

sobre interpretações: bom, eu mesmo preciso considerar o coringa de jack nicholson impagável. mas se você atribui o sucesso desse coringa à morte do australiano, eu atribuo sua idolatria pelo coringa de 1989 ao fato de nicholson ser uma lenda viva do cinema americano. opinião nem um pouco enviesada: pelo contrário. a chave pra analisar os dois filmes tá na direção de arte. tim burton escolheu um batman mais estilizado, cheio de elementos de fantasia, cenários de mentira e um coringa absolutamente caricato.

nolan não.

nolan opta - assim como no primeiro filme - por um vilão próximo ao real. e nesse sentido, o coringa é muito mais verossímil (e impagável e genial e cruel e fantástico) do que o palhaço que jack nicholson interpretou anos e anos atrás. perceba: quanto de maldade se vê no coringa de 1989? ledger mostrou o que é ser absolutamente insano - e esqueça os louvores post-mortem - eu já considerava ele um super ator antes. esse eh o verdadeiro coringa. foi esse cara que matou o robin. foi esse cara que aleijou a bárbara gordon. esse cara é a essência do que há na nona arte sobre o cavaleiro das trevas. enfim, andré, acho sinceramente que às vezes não vale a pena ser do contra.

tem lugares que são necessariamente comuns. _topoi_. nota acima de 9 no imdb não é pra qualquer filme. top250 também não. se eu tomo isso como premissa? jamais. eu gostaria do filme independente da opinião dos outros. o filme é imprevisível e me ganhou pela quantidade de dilemas psicológicos que tão lá contidos. e pela imprevisibilidade do coringa. (aquele diálogo sobre um completar o outro é absurdo!) escolha um personagem, que eu mostro o que eles falam nas entrelinhas.

pra completar, se você acha que faltou deboche no coringa de ledger, é porque tava com tanto sono que deve ter dormido na cena que ele tá vestido de enfermeira. ;)

vou postar isso tudo no meu blog. se quiser, pode responder aqui e colar lá.

abraço.

domingo, 20 de julho de 2008

mínima

Pois. Qualquer coisa fica divertida com uísque 12 anos grátis.

sábado, 19 de julho de 2008

por que tão sério? - com spoilers.

Vou ecoar o que todos vão dizer: 'Batman: Cavaleiro das Trevas' é a melhor adaptação de quadrinhos já feita pro cinema - NA HISTÓRIA.

Vamos por partes. Quão legal é encontrar logo de cara uma referência ao primeiro filme? Depois do magistral assalto onde o Coringa é introduzido - e eu vou chegar nele - o Homem Morcego confronta, logo de cara, o bom e velho espantalho. Daí você pensa: "eles não podem ser tão detalhistas. Não nesse nível". Mas eles o são, e o ator é o mesmo, e faz um cameo sensacional ao apresentar aos espectadores alguns problemas do Cavaleiro das Trevas. Com uma referência claríssima à própria revista em quadrinhos!

Esse detalhe serve pra mostrar só que definitivamente o filme é um estouro: seqüência após seqüência, Christopher Nolan envolve o espectador em um mar de referências aos quadrinhos e esteticismos criados por ele próprio no primeiro filme. A insinuação do Coringa na situação é perfeita, coroando o roteiro com mudanças sutis que, ao contrário de várias outras adaptações, não te deixa lacunas narrativas: vai lá e vê, porque o filme é completo, não precisa conhecer a história do herói pra entender - e amar - o filme. Daí você pensa: "pô, cê fala porque conhece". Jamais. Nunca fui um leitor assíduo do Batman - a não ser de algumas Graphic Novels imperdíveis, tipo 'A Piada Mortal', 'Asilo Arkhan' e a homônima 'Cavaleiro das Trevas', de Frank Miller, a última, que de longe é uma das melhores coisas que já li em quadrinhos.

A história é muito redonda: o roteiro se preocupa em não deixar pontas soltas, costurando sempre pequenos detalhes no enredo, transformando a narrativa linear em muito mais interessante, mesmo sem se utilizar de recursos mais sofisticados, como elipses. Óbvio, tudo é ajudado pela excepcional atuação de Christian Bale (Batman), Aaron Eckhart (Harvey Dent), Gary Oldman (Gordon) e Michael Caine (Alfred).

Efeitos especiais, direção de câmera, fotografia e trilha sonora: não me sinto muito capacitado pra falar de câmera e fotografia, mas as tomadas aéreas continuam sensacionais, assim como as perseguições absurdas - tanto no carro quanto na moto, outro ponto alto da direção de arte do filme. Os efeitos especiais ganham destaque absoluto por serem, em sua maioria, trabalhados na mão: feitos e gravados à moda antiga, com exceção da escolha pra o Duas Caras, que foi trabalhada em computação gráfica completamente - e numa BOA computação gráfica. Não é que não se use o computador na pós produção, claro - não me chamem de ingênuo - mas a ilusão de que "aconteceu mesmo" ainda é impagável.

Pessoalmente, acredito que o grande mérito dessa nova série sobre o Homem-Morcego é a aproximação pra com a realidade, sem apelar pra caricaturas ridículas de nada. Eu amo o trabalho de Tim Burton, mas Batman nunca foi tão bom.

O que me leva finalmente a falar de Heath Ledger (RIP). Deixa eu ver por onde começar: sabem isso tudo que eu falei acima? Esqueçam. Esse filme não é do Nolan ou do Bale. É do Ledger. Pela primeira vez na história do cinema um vilão de quadrinhos foi tão bem adaptado, sem ficar UM PINGO de ridículo. Jack Nicholson que me desculpe, mas o verdadeiro Coringa, aquele que matou Robin, que aleijou Bárbara Gordon e que é dono dos pesadelos de Bruce Wayne, é esse. Heath Ledger roubou o filme pra ele, e se eu começar a falar de cenas impagáveis nas quais ele está, vou acabar novelizando o filme.

Exagero? Nah. Eu devo ter visto praticamente todas as adaptações de quadrinhos pro cinema dos últimos 10 anos, começando por X Men, com a franca exceção de Iron Man, por um erro de cálculo: preferi ver Indiana Jones (ledo engano), e nenhuma delas tem o ritmo de Batman, o roteiro de Batman, os vilões de Batman (ainda acho Duas Caras overrated, mas tá ok) e principalmente verossimilhança o suficiente pra botar uma platéia inteira imersa sob uma história de - a princípio - fantasia.

Vou me conter por aqui, apontando uma coisa final: não é todo filme que ganha 9.6 em 10 no IMDB.

E no meu caso, é 10 em 10 mesmo. Recomendo.